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Logística e Transporte: O Caminho da Descarbonização

  • Foto do escritor: Patrícia Boson
    Patrícia Boson
  • 19 de fev.
  • 2 min de leitura
Caminhões em rodovia, representando emissões e descarbonização da frota.

Independentemente do setor, é notório que toda atividade econômica, analisada em sua cadeia, ou seja, do berço ao túmulo como se costuma resumir a análise de ciclo de vida, da mais simplória técnica de transformação e produção à mais sofisticada, depende ou se relaciona, em todas as etapas, com a logística e transporte.  Sendo logística a gestão de todo o processo de movimentação de bens e serviços da atividade (especial atenção para itinerários) e transporte a movimentação física dos veículos (características da frota e operação). Daí a afirmação: o caminho da descarbonização passa por logística e transporte.


Nesse caminho, apenas para exemplificar, importantes setores econômicos, dentre eles a mineração, têm na atividade do transporte o maior aporte de emissão de CO2e. Todos os demais, se forem buscar um processo de descarbonização de fato, terão que considerar o grande desafio da gestão e do controle das emissões do que se chama Escopo 3 - emissões que ocorrem na cadeia de valor da atividade fim, de fontes não possuídas ou controladas por essa, incluindo todos os processos relacionais entre fornecedores, compradores, produtos vendidos, viagens a negócios, entre outros. Ou seja, logística e transporte.


De modo que o processo de descarbonização em logística e transporte alcança uma dimensão de destaque pelo resultado muito positivo no balanço investimento versus retorno no mercado de carbono. Pois qualquer ação implementada para a descarbonização nessa pauta, por mais simples que seja, multiplica-se por toda a cadeia produtiva, fazendo com que, no cômputo geral, possa se chegar a maiores valores para as emissões evitadas e para os créditos de carbono obtidos.


Aliada a esse fator multiplicador, a descarbonização na pauta logística e transporte tem como destaque a facilidade de métricas, com as quais é possível aplicar o MRV – monitoramento, relato e verificação, essencial para entrada no mercado de carbono. Facilidade essa aplicável para quaisquer que sejam as fontes de emissões dessa pauta. Sejam as advindas das ineficiências operacionais, as originadas pela queima de combustíveis fósseis usados, com ênfase na frota rodoviária, ou, resultantes das atividades logísticas auxiliares (como armazenagem, movimentação de carga e transbordo). Por seu turno, essa facilidade de aplicação do MRV permite, com maior simplicidade, a elaboração do diagnóstico/inventário, e, assim, o traçado de metas factíveis e estratégias menos onerosas de descarbonização.


Por fim, o caminho promissor do mercado de carbono, a partir da descarbonização na pauta logística e transporte, já pode contar com ecossistemas digitais de inventário e gestão de dados confiáveis e que atendam, simultaneamente, às exigências regulatórias nacionais e às demandas voluntárias de transparência climática, tal como a Verden: plataforma digital brasileira de MRV e certificação de emissões logísticas e transporte (https://verdenesg.com.br).


patricia boson

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